quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Desenvolvendo uma campanha on-line - Execução / Controles

Após mapearmos o mercado, pesquisarmos, criarmos o plano de mídia, apresentá-lo ao cliente e receber a tão esperada aprovação, é hora de colocar nossa campanha no ar.

Adaptação das peças

Mesmo usando criação e programação únicas para nossas peças, cada veículo suporta "pesos" e dimensões diferentes de arquivo. Por isso é importante verificar com cada um o formato de finalização da peça.

Um erro ou acerto na adaptação da peça pode render/custar uma grande parte do sucesso da nossa campanha.

Como diz Igor Puga (talentoso diretor de mídia on-line da LewLara\TBWA): "Um banner na internet não consegue emocionar ninguém".

Confira os formatos e pesos das peças oferecidas por alguns grandes portais:

UOl - http://publicidade.uol.com.br/4.3.jhtm

IG - http://www.centraldoanunciante.com.br/

Globo.com - http://www.globo.com/Portal/anuncie/glb_anuncie_panfleto

Terra - http://publicidade.terra.com.br//

MSN - http://advertising.microsoft.com/brasil/anuncie

Google - http://www.google.com.br/intl/pt-BR/ads/

Yahoo - http://www.publicidadeyahoo.com.br/solucoes.php

Controle para entrada da campanha

Com as peças finalizadas, é hora de colocar a campanha no ar. O controle de entrada das peças é tão importante quanto o planejamento e a criação.

Deve-se programar detalhadamente essa etapa para que não ocorram problemas.

As peças devem entrar no ar exatamente no dia, horário, veículo e canal programado.

Deve-se enviar o arquivo, testar a peça no ar e certificar-se de seu funcionamento correto.

Veja no UOL alguns testes ou faça o seu (para fazer seu teste você deve ser usuário do UOL): Teste UOL

Gerenciamento da campanha

O gerenciamento da campanha é algo do qual não podemos abrir mão. Deve-se acompanhar periodicamente os resultados que a mesma está obtendo. Um acompanhamento direto pode levar a campanha ao sucesso, já a sua falta pode levar ao fracasso.

Através do gerenciamento é possível identificar os pontos fortes e fracos da campanha, onde acertamos e onde erramos. Dessa forma, é possível adaptá-la e potencializar seu resultado.

  • Adserver para Anunciantes:

Uma ferramenta muito útil é o Adserver. Através dele é possível acompanhar a performance da campanha por meio de relatórios on-line em tempo real. Ele nos mostra resultados detalhados de cada peça em cada canal. Como os relatórios são gerados em tempo real, é possível acompanhar cada passo dos usuários em nossa campanha, assim como prever o resultado final antes mesmo de chegarmos a 50% da campanha.

Um exemplo claro dessa necessidade são os links patrocinados. Com essa identificação é possível recuar ou ser mais agressivo na campanha em determinadas horas do dia, determinados produtos ou em determinados canais.

Imagine que um determinado produto de nutrição alimentar tem o maior índice de busca e a maior taxa de conversão em vendas no período entre as 22h e as 0h. Dessa forma podemos focar nossa campanha nesse horário, aumentando o valor pago pelo clique, conseqüentemente colocando-o em melhores posições, e ter um maior ROI (Retorno Sobre Investimento).

Exemplo de relatório Adserver (Site x Seções) para anunciante.
Exemplo de relatório Adserver (Site x Seções) para anunciante.

Exemplo de relatório Adserver (cobertura e frequência) para anunciante.
Exemplo de relatório Adserver (cobertura e frequência) para anunciante.

Exemplo de relatório Adserver (impressões / clicks) para anunciante.

Exemplo de relatório Adserver (impressões / clicks) para anunciante.

  • Adserver para Veículos:

O Adsever para veículos mostra o inventário do site, o controle de freqüência da campanha, acompanhamento on-line da campanha e entrega de mídia. Também permite contabilizar os valores investidos, como porcentagem CTR, impressões, CPC, etc.

Exemplo de relatório de Adserver de veículo
Exemplo de relatório de Adserver de veículo

Para qualquer site que tenha aspiração em vender mídia on-line é indispensável ter uma ferramenta como essa. Como já disse em um artigo anterior, hoje é possível acompanhar onde cada centavo foi gasto e qual o retorno obtido pelo anunciante.

Uma empresa que oferece serviços completos de Adserver é a Predicta.

Muito bem. Espero ter ajudado em mais esse artigo. No próximo escreverei sobre a Mensuração dos Resultados. Se tiver dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kadu@perdidosnanight.com.br

Até a próxima!

Desenvolvendo uma campanha on-line - Apresentando o Plano de Mídia

Primeiramente vamos definir Plano de Mídia:

"Técnica publicitária que estuda e indica os melhores meios, veículos, volumes, formatos e posições para veicular as mensagens publicitárias."

Criado nosso planejamento de campanha, estabelecidos os objetivos, as estratégias e táticas, é hora de preparar a apresentação ao cliente.

Essa parece ser uma missão fácil por termos o plano todo desenhado, porém requer cuidados em sua execução.

Devemos pensar como o cliente e apresentar-lhe o planejamento de maneira a não restar dúvidas sobre o andamento da campanha, seus objetivos, estratégias, táticas, execução, controles e mensuração dos resultados. O menor sinal de dúvida pode colocar por água abaixo uma bela campanha.

O cliente, detentor da verba, quer potencializar ao máximo seu investimento, ou seja, ter o maior lucro possível com o menor dispêndio possível. Como convencê-lo a investir em uma campanha on-line?

Simplicidade = Entendimento!

Imagine um anunciante que nunca investiu um centavo sequer em internet escutando do atendimento: esse portal tem um grande inventário, com uma porcentagem de CTR de tanto, com milhões de pageviews/mês, sendo uma porcentagem X de unique visitors e Y em unique viewers. É possível comprarmos impressões, broadcast e cliques. O portal também nos oferece um Adserver completo.

Com tanta utilização de termos técnicos em inglês a tendência desse anunciante não entender nada é grande, daí para a desconfiança é um pulo. Para os anunciantes é muito mais simples entender a audiência de um determinado programa ou a tiragem de uma determinada revista, devido à facilidade da apresentação desses números.

Como apresentar?

Devemos apresentar com clareza cada item do plano e os porquês da utilização dessas escolhas. Para que o resultado seja o esperado, é essencial que o cliente saiba exatamente o que está acontecendo e onde cada centavo de sua verba está sendo investido.

Temos que mostrar de onde partiremos e aonde queremos chegar. Mostrar ao cliente os benefícios de se investir na web, principalmente pela possibilidade real de mensuração do investimento. É o primeiro passo para a aprovação do plano de mídia.

Utilizar campanhas já executadas e de sucesso também é uma ótima ferramenta de convencimento. Relatórios completos e de fácil análise podem auxiliar o entendimento das ferramentas. Mostre-os etapa por etapa.

Quanto mais fácil for para o cliente entender o plano, melhor. Por isso, utilize todos os recursos disponíveis para apresentá-lo, como datashow, apresentação em Power Point, ferramentas multimídia, planilhas, gráficos, etc.

Todos devem fazer campanhas on-line?

Não se deve anunciar na internet simplesmente porque todos o fazem, ou para não ficar de fora da moda. Assim como outras mídias, a campanha on-line só deve ser realizada se for realmente importante para a empresa.

O ideal é que haja uma comunicação 360 (campanhas integradas), ou seja, com mídia on e off-line interagindo entre si. Dessa forma potencializamos a campanha e nossos objetivos são alcançados de forma mais natural.

Muito bem. Apresentado e aprovado o Plano de Mídia, é hora de executar nossa campanha.

Espero ter ajudado em mais esse artigo. No próximo escreverei sobre a Execução / Controle do Plano de Mídia. Se tiver dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kaduperdidosnanight.com.br

Até a próxima.

Desenvolvendo uma Campanha On Line - Planejamento

Nesse artigo abordarei questões simples sobre como montar o planejamento estratégico de nossa campanha on-line. Como o assunto é bem complexo e extenso, tentarei ser o mais objetivo possível.

Ciclo de Mídia On-Line

No planejamento devemos criar um ciclo de mídia on-line para acompanhamento da campanha.

Gráfico: Ciclo de Mídia On Line
Gráfico: Ciclo de Mídia On Line

Através do ciclo de mídia iremos planejar a campanha, implementá-la, acompanhar seu desempenho e otimizar os resultados. Ao menor sinal de que as coisas não andam bem, pode-se reiniciar o ciclo com as modificações necessárias para alcançar os objetivos.

Objetivos

O primeiro passo para o planejamento é definirmos o objetivo da nossa campanha.

Qual a importância de traçarmos um objetivo?

O termo "objetivo" diz respeito a um fim que se quer atingir; é através dele que definiremos o que pretendemos com nossa campanha on-line. Também é através dos objetivos traçados que podemos mensurar a campanha em seu decorrer e ao seu término.

Qual é o objetivo da minha campanha on-line?

Abaixo estão apresentadas algumas opções de objetivos:

Cobertura da Campanha: utilizamos a cobertura para determinar em quais áreas geográficas nossa campanha deve ser veiculada. A internet permite o pequeno anunciante estar em qualquer lugar do Brasil, não ficando preso à sua região. A cobertura deve ser minuciosamente analisada, pois em nada adianta uma concessionária de veículos de Sorocaba-SP veicular seu banner em um portal direcionado a Manaus-AM. A empresa deve voltar seus esforços à sua área de cobertura.

Geração de Tráfego: quando o objetivo da campanha é gerar tráfego ao site do produto/serviço ou da própria campanha. A peça deve levar o usuário diretamente ao site da marca. É de extrema importância que o site esteja preparado para receber essas visitas. Quando você anuncia um produto/serviço X em um banner de um portal, ele deve ser a primeira página que o usuário verá em sua home. Não podemos levar o usuário até nosso site e fazer com que fique procurando o que viu no anúncio. Essa procura, principalmente quando não se encontra o que quer, gera uma experiência frustrada e uma imagem negativa do produto. A otimização do site é importantíssima quando esse é o objetivo da campanha.

Aquisição de Novos Cadastros: essa prática é utilizada para formação e segmentação de banco de dados para posterior CRM. É muito comum a utilização dessa tática em promoções, onde o usuário preenche um cadastro e, de quebra, autoriza o recebimento de e-mail marketing, fazendo assim o opt-in (http://pt.wikipedia.org/wiki/Opt-in) e o marketing de permissão. Através desses cadastros é possível conhecer melhor nosso target, manter um relacionamento com ele e direcionar nossas ações às suas necessidades e desejos.

Vendas: talvez a mais comum da internet. O objetivo é pura e simplesmente promover a venda de um produto/serviço. O e-commerce está presente nos grandes portais. Cerca de 70% do espaço publicitário na web é calhau (todo material usado para cobrir espaços em branco que não foram ocupados com material editorial, material publicitário ou anúncio). Grande parte do calhau é usada como e-commerce e canais de venda off-line.

Downloads/Uploads: quando o objetivo é fazer com que o usuário baixe conteúdo do nosso site ou envie conteúdo pra ele, gerando assim uma maior interação entre o usuário e a marca, além de mídia espontânea. Toda vez que o usuário interage de forma direta com a marca, isso gera uma experiência positiva. Um exemplo recente é a campanha da Brahma, na qual o usuário pode colocar sua foto em um personagem para formação da garrafa em comemoração aos 120 anos da marca. Essa garrafa virtual será formada por 120 mil personagens. Em menos de 10 dias no ar a garrafa virtual já tinha cerca de 70 mil usuários. Ou seja, 70 mil pessoas interagindo com a marca e quase sempre divulgando isso a outras pessoas. http://www.brahma.com.br/site2008/index.aspx

Estratégias

Após definirmos os objetivos, traçaremos as estratégias a serem utilizadas.

Qual formato de mídia utilizaremos?

Diversos formatos de mídia são utilizados na web, e a cada dia novos são oferecidos. Nessa avalanche de oportunidades, qual devemos utilizar?

Para escolher o que usar, é importante saber o que podemos comprar.

  • Impressões (CPM - custo por mil)
  • Clicks
  • Broadcast (p/ horário)
  • Diárias de formatos especiais
  • Links patrocinados
  • Link de texto
  • Resultado (Performance).

Formatos:

Existem basicamente 4 classificações de mídia digital:

Formatos de Mídia On Line
Formatos de Mídia On Line

Como se diferenciar da concorrência:

Banners tradicionais

- Melhores para alcance em massa

- Posicionamentos mais fáceis e rápidos de serem implementados

- Podem ter um grande sucesso para criar conhecimento e gerar tráfego

Botões

- Bom para a marca se a mensagem é simples

- Pode chegar a entregar altos índices de click through caso posicionados em lugares fixos em um site

Palavras-chave

- Tráfego com uma audiência altamente qualificada

Links em texto

- Maneira eficiente de dirigir tráfego em massa

- Posicionamento integrado ao site

- Bom para mensagens randômicas

Execuções customizadas (rich media)

- Mostra inovação/expertise tecnológico

- Capta a atenção rapidamente; gera buzz

- Geralmente utilizado para demonstrar características ou captar dados

Patrocínios

Eventos únicos

- Oscars, Emmys

- Previews de lançamentos de filmes

- Webcasts

Eventos ao vivo

- Esportes

- Notícias

- Relatórios

Outros

- Serviços / utilidades populares

- Calculadoras, calendários de bebês ...

Tendo o objetivo e formato definidos, chegou a hora de encontrar o melhor canal.

Muito bem. Com o planejamento em mãos, é hora de apresentar o Plano de Mídia ao cliente.

Espero ter ajudado em mais esse artigo. No próximo escreverei sobre a Apresentação do Plano de Mídia. Se tiver dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kadu@perdidosnanight.com.br

Até a próxima.

Desenvolvendo uma campanha on-line - Pesquisa

A importância da pesquisa de dados numa campanha on-line.

Todos sabemos que não dá para investir um centavo sequer embasado apenas em achismos. Por menor que seja nosso investimento em web, é necessário conhecermos o mercado, nossos concorrentes, nosso target, enfim, realmente fazermos uma análise SWOT voltada à nossa campanha on-line.

A segmentação de consumidores em classe AB, 18 +, da cidade de São Paulo já não é suficiente para identificarmos nosso público-alvo. Hoje segmentamos de maneiras mais personalizadas com base em cada consumidor. O que ele deseja de minha marca/produto? Quais suas necessidades? O que ele quer ao entrar no meu site ou clicar no meu banner? Quais os porquês da compra ou da preferência por determinada marca? O que, quando, por que e de que forma cada usuário se comporta na internet?

Entender a internet é entender o próprio ser humano e seus desejos nessa era pós-moderna.

Fase 1 - Pesquisa pré-campanha

Temos que conhecer o perfil e o comportamento de cada usuário para podermos anunciar o que ele deseja no momento em que está mais propício à compra.

A pesquisa abaixo mostra um pouco disso:

Através desses dados podemos notar que buscadores e mídia gráfica on-line são responsáveis por 66% de influência de compra. Já os buscadores são responsáveis por 83% da encontrabilidade de sites na web.

Também é possível identificarmos quais palavras e produtos estão sendo mais buscados na web. O Google nos oferece variadas ferramentas, como o Google AdSense e Google AdWords, que nos permitem entender o que o usuário está buscando na internet, quais são as palavras-chave mais digitadas, os sites mais acessados, tendências de consumo, etc. Isso norteia nosso trabalho à medida que identificamos o que o usuário busca, assim podemos anunciar o que ele quer, onde ele está e da maneira que quer ver. Isso otimiza nossa campanha e o seu resultado.

Também existem pesquisas capazes de identificar, através de mapas de calor, as áreas de maior visualização em uma busca por determinadas palavras.

Veja os exemplos abaixo:

Mapa de calor GoogleMapa de calor Google

Mapa de Calor YahooMapa de Calor Yahoo

Você deve estar se perguntando: Por que isso é importante? A resposta é simples. Se soubermos para onde o usuário olha, saberemos onde devemos anunciar e estar. Não adianta ter uma arte maravilhosa com uma super produção se ninguém vê nosso anúncio.

Fase 2 - Com a campanha no ar

Já com sua campanha on-line no ar, qualquer que seja ela, é fundamental analisar como o target está reagindo. Essa análise depende dos objetivos da campanha. O usuário está clicando no meu banner? Está acessando meu site? Estamos convertendo essas visitas em vendas? Essas são apenas algumas perguntas que devemos nos fazer para que possamos mensurar os resultados, ainda que em andamento (veremos esse assunto no próximo artigo).

O Glooge Analytics é uma ferramenta gratuita que nos permite analisar cada passo do usuário em nossa campanha, como taxa de exibição e hit de uma página, localização geográfica do visitante, forma com a qual chegou à página (através de links de outros sites, buscador, AdSense ou diretamente pelo endereço), sistema operacional, navegador, navegador e sistema operacional combinados e suas versões, resolução de tela, javascript habilitado, reprodutor de Flash instalado, entre outros, em períodos horários, diários, semanais, mensais e anuais.

Através da análise constante da ação, é possível identificar os pontos a serem reforçados e os que necessitam de ajustes, otimizando, assim, a campanha.

Fase 3 - Após a campanha

Logo ao término da campanha, devemos pesquisar os resultados junto ao nosso público-alvo. O usuário entendeu a mensagem? O que ele achou da mesma? Despertou seu interesse? Passou a outros usuários? A internet nos permite medir com exatidão cada passo tomado durante a campanha. Isso diferencia a mídia on-line dos demais meios, onde a mensuração é mais difícil.

Devemos pensar nos "porquês" das respostas de nossas campanhas:

  • Onde acertamos?
  • Por que deu certo?
  • Onde erramos?
  • Por que deu errado?

Devemos ter atenção em todas as fases da campanha para obtermos os melhores resultados. Não basta termos um bom produto, é necessário analisar o mercado e acompanhar de perto a reação do consumidor com nosso produto e nossa campanha.

Isso nos permite ter uma base para os próximos investimentos e campanhas. A cada campanha podemos fazer um comparativo com as outras e medir o ciclo de vida, investimento e crescimento do produto.

Com esses dados em mãos, é hora do planejamento!

Espero ter ajudado em mais esse artigo. No próximo escreverei sobre o Planejamento de Campanha. Se tiver dúvidas, sugestões e críticas, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kadu@perdidosnanight.com.br

Até a próxima.

Desenvolvendo uma campanha on-line

Do planejamento à mensuração dos resultados

A partir desse artigo apresentarei o desenvolvimento de uma campanha publicitária em todas as suas fases. Dividirei o conteúdo em capítulos para poder apresentar-lhes um maior volume de dados e informações em cada um deles. Dessa forma, os artigos serão divididos assim:

  • Cenário
  • Pesquisa de Dados
  • Planejamento: Objetivos, Estratégias, Táticas.
  • Apresentação do Plano de Mídia
  • Execução / Controles
  • Mensuração dos Resultados - ROI, CTR, Unique Visitor, Impressões, Overview.
  • Apresentação dos Resultados

Cenário da Internet:

O Brasil é o 6.º maior mercado do mundo em internet, sendo o 1.º da América Latina, e tem hoje cerca de 50 milhões de usuários. Isso significa que cerca de 26% dos brasileiros estão conectados à rede. De 2000 a 2008 o Brasil teve um aumento de cerca de 900% nos usuários de internet (Fonte: Internet World Stats - www.internetworldstats.com). Qual outra mídia teve um crescimento parecido com esse?

Também somos o país com maior tempo de navegação, com 22h47, contra 20h12 dos franceses, 19h33 dos norte-americanos e 19h14 dos japoneses. Em termos de páginas navegadas, somos o 8.º país do mundo. (IBOPE - NielsenNetRatings - abr./08)
  • 32% dos usuários navegam todos os dias
  • 19% navegam todos os dias úteis
  • 12% navegam de 3 a 4 vezes por semana
  • 23% navegam 1 a 2 vezes por semana
  • 11% navegam menos de 1 vez por semana
  • 1% Não sabem / Não conectam

Estes dados sobre o tempo de navegação geram diversas discussões entre profissionais de mídia on-line. Uns alegam que o brasileiro navega durante tanto tempo por ter uma conexão muito ruim, o que eleva o tempo de navegação pela demora no carregamento das páginas. Outros não concordam com isso por alegarem que para acessar o MSN, Orkut e alguns portais de notícias (esses são os que têm maior tempo de permanência de usuários), não é necessário uma conexão tão veloz. E você, o que pensa disso? Vou deixar essa questão para um futuro artigo.

Celular

O celular está longe de ser apenas um aparelho para fazer e receber ligações. As modernas e atrativas campanhas publicitárias da indústria de telefonia celular alardeiam as inovações em diversas mídias, o tempo todo.

Uma pesquisa publicada pelo Nielsen Brasil, em agosto de 2008, mostra que 79,9% dos jovens (15-24 anos) mandam mensagens de texto; 72% dos homens e 28% das mulheres jogam pelo celular; 7% dos brasileiros utilizam a internet pelo celular, a maior parte (57%) o faz para acessar e-mails.

Classe C

Outro dado significativo para qualquer planejamento de mídia é o constante crescimento da classe C.

O número de pessoas com nível sócio-econômico médio passou de 37% em 2006 para 44% em 2007. Nos últimos dois anos, foram mais de 22,5 milhões de pessoas que ingressaram neste estrato social, o maior atualmente. Com isso, cresce o acesso a cartões de crédito, bens e serviços.

Em 2006, apenas 15% da população brasileira possuía este bem. No ano passado, este percentual passou para 23%. Também cresceram os percentuais da internet paga (4% para 6%) e TV por assinatura (4% para 6%).

Quem alavanca o consumo são os que acreditam no aumento do poder de compra. 87% usam o dinheiro disponível para pagar dívidas; 60% compram aparelhos eletrônicos, carros e celulares; 54% poupam e guardam o dinheiro; 50% compram produtos não usuais; 37% trocam as marcas por outras mais caras e 33% compram viagens, assinaturas de TV e acesso à internet. Entre os mais jovens, a propensão ao consumo é ainda maior. (Fonte: Nielsen Brasil)

Apenas com esses dados é possível se ter uma idéia do tamanho do mercado que temos pra explorar. Isso sem falar em games, iPhones, virais, etc. Portanto, concluímos que não podemos excluir as mídias on-line de nossos planejamentos.

Maiores informações, pesquisas e estatísticas podem ser encontradas no Nielsen (www.br.nielsen.com) e no IBOPE (www.ibope.com.br).

Quem tiver sugestões ou comentários, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kadu@perdidosnanight.com.br

Até a próxima.

Buzz Marketing: é possível controlar?

O Buzz Marketing é utilizado por diversos profissionais de marketing em substituição à publicidade convencional e a cada dia ganha mais importância em seus planejamentos estratégicos.

O termo Buzz Marketing está associado a uma estratégia de marketing que visa estimular um individuo a repassar a outros, de seu âmbito social, determinadas informações sobre um produto, serviço, etc. Como os vírus reais, tais estratégias aproveitam o fenômeno da rápida multiplicação para levar uma mensagem a milhares e até milhões de pessoas.

Tem o mesmo conceito do Marketing Viral, que é rapidamente distribuído pela internet, porém, o Buzz tem a vantagem de ser difundido por qualquer meio, físico ou digital, como, um amigo contando a outro sobre seu novo celular com GPS, ou então a dona de casa comentando com a vizinha sobre o novo produto que tira qualquer tipo de mancha.

Atualmente, com o crescente fortalecimento dos meios de comunicação, essa prática alcança proporções gigantescas, com baixo investimento.

É praticamente o sonho de todo empresário. Lucros altos com investimentos baixíssimos. Aí vem uma pergunta: é possível controlar esse o Buzz em todas suas etapas?.

Muitos especialistas do setor afirmam que é possível controlar o início do processo, ou seja, quem, onde, quando, como e o porque se quer atingir determinado público. Porém quando a informação já está sendo pulverizada entre os consumidores, é possível apenas acompanhar o processo, sendo que em alguns casos é possível interferir no andamento desse buzz, mas não grande maioria não.

A estratégia de lançamento do Iphone é um exemplo claro de Buzz extremamente positivo à marca. Antes mesmo de chegar ao mercado, milhões de pessoas por todo o mundo já o tinham como número 1 em sua lista de desejos, mesmo que o sistema de telefonia móvel ainda não oferecesse suporte ao aparelho, inicialmente com uso restrito a usuários da ATT. A verba empregada pela Apple em publicidade para lançamento do Iphone foi muito baixa e o lucros extraordinários. A informação foi transmitida one-to-one e gerou buzz proposital por todo o mundo, para milhões, talvez bilhões de pessoas.

Mas e em casos onde o buzz é feito de forma negativa à marca?

Podemos ver como exemplo o caso do vídeo Gordos da DM9 para a Cia Atlética, em que foi produzido um vídeo com referência à lei Cidade Limpa, que proíbe a mídia exterior na cidade de São Paulo. Então pelo tamanho, pessoas obesas, com marcas estampadas na camisa poderiam ser consideradas esse tipo de mídia. Gravaram um vídeo, no estilo pegadinha, com dois atores se passando pela fiscalização da prefeitura dando multas para essas pessoas.

Muitas pessoas se sentiram ofendidas, e passaram a gerar um Buzz negativo à marca.

Em poucos dias a DM9 retirou o vídeo do ar e publicou uma nota em importantes veículos pedindo desculpas pelo mal entendido.

O início foi muito bem planejado, porém a empresa não imaginava que iria gerar um boca a boca negativo com tamanha proporção.

Entre os dois exemplos está o filme Tropa de Elite. Ainda se discute muito se foi uma jogada de marketing ou não o vazamento das cópias piratas do DVD do filme. Discussões a parte, gerou um enorme Buzz e transformou o filme em um fenômeno que a muito não se via no cinema nacional.

Então, mais uma vez volto a perguntar: é possível controlar o Buzz em todas suas etapas?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Em Breve

Em breve estarei postando aqui vários artigos sobre mídia. Todas as áreas de mídias on e of line serão abordadas (pelo menos é o que espero fazer rsrs).
Daí o nome MediaBox 360º.

Abraços a todos.