segunda-feira, 4 de maio de 2009
2012 será o ano da TV por assinatura?
Com o avanço frenético da internet e novas mídias digitais fica difícil prever o que vai acontecer daqui a alguns meses, quanto mais daqui a alguns anos, mas, uma coisa já podemos esperar: 2012 teremos um avanço enorme das TV´s por assinatura. Sabe por quê? Olimpíadas de Londres 2012.
Explico. Os direitos de transmissão na TV aberta no Brasil mudaram de mãos. Agora a única a ter esses direitos é a TV Record, que já manifestou abertamente que transmitirá com exclusividades os jogos olímpicos. A emissora do Bispo também comprou os direitos de transmissão dos jogos Pan-Americanos de 2011 em Guadalajara no México e dos jogos olímpicos de inverno em Vancouver no Canadá em 2010. E ainda têm mais, os direitos são válidos também pra internet.
E a toda poderosa Rede Globo? É amigo, dessa vez a Globo dançou.
Mas isso nos traz uma grande perspectiva. A emissora já divulgou que toda sua equipe de esportes migrará para o SporTV, canal fechado da Globosat, que pertence as Organizações Globo e detêm os direitos de transmissão na TV por assinatura.
A Globosat é formada pelos canais: GNT, SporTV, Telecine, Universalchannel, Globonews, Canal Brasil, Megapix, Futura, Premier Futebol Clube, Premier Shows, Premier Combate, PFC e Globosat HD.
É difícil de acreditar que a Globo perderá pontos para a Record. Daí a previsão.
Com todo o poder econômico da organização, certamente haverá milhões de promoções para que o usuário assine alguma TV para poder assistir os jogos com transmissões de Galvão Bueno e Cia.
Para falar a verdade, se o Galvão ficar de fora das transmissões será um alívio.
As grandes detentoras do bolo de clientes no segmento de TV por assinatura são Net e Sky. Porém o mercado tem crescido e outras empresas, principalmente do mercado de telefonia, estão entrando com força nesse rentável segmento, como a Telefônica com o Extreme e a Embratel com a Via. Os pacotes já começam a ficar atrativos, porém, podem melhorar muito. A TV digital é um capítulo a parte.
Para os amantes dos canais que só estão disponíveis na TV fechada as possibilidades de boas notícias, principalmente para nossos bolsos, são grandes.
É aguardar pra ver no que vai dar. As possibilidades são imensas e as variáveis maiores ainda. As fichas estão lançadas. Cá entre nós, ninguém é obrigado a assistir um grandioso evento como esse sem opção de onde quer ver. Isso também vale pra copa do mundo de futebol.
Espero que nesse duelo quem saia vencedor sejamos nós, com maior qualidade de transmissão e maior diversidade de programação.
Até a próxima!
domingo, 3 de maio de 2009
Mídias tradicionais: Bem-vindas à Internet
Ilustração: M. RamiresUm dos questionamentos mais frequentes que escuto sobre internet é: "Por que as mídias tradicionais não se utilizam da internet?" E a resposta que sempre dou é: "Também gostaria de saber".
Pois bem. Parece-me que em 2009 começo a ver uma luz no fim do túnel. A toda poderosa Rede Globo e outros gigantes da comunicação estão descobrindo (ou tentando descobrir) para quê serve a internet.
Pode ser que eu ignore o fato, mas até agora não consigo entender o porquê da demora das TVs, rádios, jornais, revistas etc., em entrarem de cabeça no mundo on-line. Assim como não entendi a demora dos gigantes do varejo Casas Bahia e Wal-Mart de posicionarem-se na web. O caso do Wal-Mart é ainda mais grave, já que a multinacional tinha presença on-line em todos os outros países onde possui sede, apenas no glorioso Brasil não.
Já ouvi diversas desculpas como: "Não podemos abrir nosso conteúdo on-line porque senão nossos leitores não mais assinarão a revista/jornal", ou então: "Nossa plataforma não suporta a inserção de conteúdo pra web", e por aí vai. Como se isso impedisse o usuário de ver o último capítulo da novela no YouTube, na hora que ele quiser, da maneira que quiser. E com um detalhe: sem precisar ver publicidade. Outro exemplo é o leitor esperar O Estadão do dia seguinte para ler as matérias que estão todas disponíveis em diversos sites de notícia e RSS. Também tem aquele cara que não pode ver o jogo do clube de coração, pois a TV aberta está exibindo o jogo do time rival, a outra transmite apenas o que a detentora dos direitos permite ou então você precisa ter um serviço de TV por assinatura. Aí basta ter uma conexão banda larga - se é que podemos chamar a internet no Brasil de banda larga -, correr no Mega Cubo e pronto. Você assiste na internet a transmissão do bendito jogo.
Já que todos sabemos que é assim, por que não utilizarmos disso a nosso favor?
Vejo um enorme mercado publicitário a ser explorado por esses meios e novas plataformas. Quem mostrou isso com maestria foi o portal Terra, durante os jogos olímpicos de Pequim, com uma audiência com picos de 1,2 milhão de usuários assistindo aos jogos. Essa foi a primeira transmissão olímpica ao vivo no mundo on-line, fato que deu ao portal recorde de audiência. Foram 15 milhões de vídeos assistidos, sendo que 30% do conteúdo foi transmitido ao vivo, incluindo a abertura dos jogos. Todas as cotas de patrocínio do portal foram vendidas (fonte: http://www.adnews.com.br/internet.php?id=75343).
Mas o mais importante não é apenas oferecer conteúdo, e, sim, oferecer a possibilidade aos usuários para que criem, interajam e divulguem esse conteúdo.
A TV Globo, a partir desse ano, passa a oferece uma gama maior de conteúdo on-line, incluindo eventos ao vivo, a partir da transmissão para novas plataformas de mídia, que se tornou possível com o advento da televisão digital. Um exemplo foi a transmissão da segunda etapa da Stock Car 2009, que aconteceu no dia 12 de abril e foi transmitida ao vivo pelo Globoesporte.com. O Fantástico anunciou, no último dia 18/4, ao vivo, sua entrada no Twitter @showdavida. Agora a promessa é que, a partir dos próximos meses, a emissora comece a oferecer sua programação em telefones celulares, ônibus, metrôs, trens e táxis.
Aliás, o advento do Fantástico nessa ferramenta de micro-blogging causou o maior rebuliço entre os twitteiros, blogueiros e outros "eiros" de plantão. Muitos consideraram um fracasso o perfil ter apenas cerca de 4.000 seguidores no dia seguinte, devido à audiência do programa na TV. Eu já prefiro ver o lado positivo disso: "Os veículos de massa estão abrindo os olhos para o comportamento de seus clientes". Se o perfil terá sucesso ou fracassará, só o tempo vai nos mostrar. Na verdade, definir o fracasso e o sucesso de uma ferramenta, também é algo bem complexo que vale até um outro artigo. Vejo que o Fantástico deve ter a preocupação de ouvir os usuários e deixar que eles participem da criação do conteúdo do programa. Caso contrário...
Os apresentadores do programa CQC (Custe o Que Custar) da Band são exímios usuários da social media. Com destaque para Marcelo Tas @marcelotas, o grande "seguido" do Twitter brasileiro, com cerca de 37 mil "followers_profile". Todas as segundas-feiras, dia de exibição do programa, eles divulgam o roteiro on-line, permitindo que os telespectadores ajudem a fazer o programa, interagindo o tempo todo com sugestões, pitacos e tudo o mais. Com isso, é inegável o sucesso do programa entre jovens e usuários da internet.
Penso que não adianta adaptar o conteúdo da TV, jornal, revista e rádio para as novas plataformas. É preciso criar novos formatos.
Não tenho nenhuma dúvida que a internet, e principalmente a publicidade, pode se beneficiar e muito com a entrada dessas gigantes das telecomunicações. As oportunidades são infinitas. Quem ganha com isso? Todos.
Espero que 2009 seja um divisor de águas na mídia brasileira. Mídias tradicionais: sejam todas muito bem-vindas.
Se tiver dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kadu@perdidosnanight.com.br
E como eu não posso ficar de fora...
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Até a próxima!
