segunda-feira, 4 de maio de 2009

2012 será o ano da TV por assinatura?



















Com o avanço frenético da internet e novas mídias digitais fica difícil prever o que vai acontecer daqui a alguns meses, quanto mais daqui a alguns anos, mas, uma coisa já podemos esperar: 2012 teremos um avanço enorme das TV´s por assinatura. Sabe por quê? Olimpíadas de Londres 2012.
Explico. Os direitos de transmissão na TV aberta no Brasil mudaram de mãos. Agora a única a ter esses direitos é a TV Record, que já manifestou abertamente que transmitirá com exclusividades os jogos olímpicos. A emissora do Bispo também comprou os direitos de transmissão dos jogos Pan-Americanos de 2011 em Guadalajara no México e dos jogos olímpicos de inverno em Vancouver no Canadá em 2010. E ainda têm mais, os direitos são válidos também pra internet.
E a toda poderosa Rede Globo? É amigo, dessa vez a Globo dançou.
Mas isso nos traz uma grande perspectiva. A emissora já divulgou que toda sua equipe de esportes migrará para o SporTV, canal fechado da Globosat, que pertence as Organizações Globo e detêm os direitos de transmissão na TV por assinatura.
A Globosat é formada pelos canais: GNT, SporTV, Telecine, Universalchannel, Globonews, Canal Brasil, Megapix, Futura, Premier Futebol Clube, Premier Shows, Premier Combate, PFC e Globosat HD.
É difícil de acreditar que a Globo perderá pontos para a Record. Daí a previsão.
Com todo o poder econômico da organização, certamente haverá milhões de promoções para que o usuário assine alguma TV para poder assistir os jogos com transmissões de Galvão Bueno e Cia.
Para falar a verdade, se o Galvão ficar de fora das transmissões será um alívio.

As grandes detentoras do bolo de clientes no segmento de TV por assinatura são Net e Sky. Porém o mercado tem crescido e outras empresas, principalmente do mercado de telefonia, estão entrando com força nesse rentável segmento, como a Telefônica com o Extreme e a Embratel com a Via. Os pacotes já começam a ficar atrativos, porém, podem melhorar muito. A TV digital é um capítulo a parte.
Para os amantes dos canais que só estão disponíveis na TV fechada as possibilidades de boas notícias, principalmente para nossos bolsos, são grandes.

É aguardar pra ver no que vai dar. As possibilidades são imensas e as variáveis maiores ainda. As fichas estão lançadas. Cá entre nós, ninguém é obrigado a assistir um grandioso evento como esse sem opção de onde quer ver. Isso também vale pra copa do mundo de futebol.
Espero que nesse duelo quem saia vencedor sejamos nós, com maior qualidade de transmissão e maior diversidade de programação.

Até a próxima!

domingo, 3 de maio de 2009

Mídias tradicionais: Bem-vindas à Internet

Ilustração: M. Ramires

Um dos questionamentos mais frequentes que escuto sobre internet é: "Por que as mídias tradicionais não se utilizam da internet?" E a resposta que sempre dou é: "Também gostaria de saber".

Pois bem. Parece-me que em 2009 começo a ver uma luz no fim do túnel. A toda poderosa Rede Globo e outros gigantes da comunicação estão descobrindo (ou tentando descobrir) para quê serve a internet.

Pode ser que eu ignore o fato, mas até agora não consigo entender o porquê da demora das TVs, rádios, jornais, revistas etc., em entrarem de cabeça no mundo on-line. Assim como não entendi a demora dos gigantes do varejo Casas Bahia e Wal-Mart de posicionarem-se na web. O caso do Wal-Mart é ainda mais grave, já que a multinacional tinha presença on-line em todos os outros países onde possui sede, apenas no glorioso Brasil não.

Já ouvi diversas desculpas como: "Não podemos abrir nosso conteúdo on-line porque senão nossos leitores não mais assinarão a revista/jornal", ou então: "Nossa plataforma não suporta a inserção de conteúdo pra web", e por aí vai. Como se isso impedisse o usuário de ver o último capítulo da novela no YouTube, na hora que ele quiser, da maneira que quiser. E com um detalhe: sem precisar ver publicidade. Outro exemplo é o leitor esperar O Estadão do dia seguinte para ler as matérias que estão todas disponíveis em diversos sites de notícia e RSS. Também tem aquele cara que não pode ver o jogo do clube de coração, pois a TV aberta está exibindo o jogo do time rival, a outra transmite apenas o que a detentora dos direitos permite ou então você precisa ter um serviço de TV por assinatura. Aí basta ter uma conexão banda larga - se é que podemos chamar a internet no Brasil de banda larga -, correr no Mega Cubo e pronto. Você assiste na internet a transmissão do bendito jogo.

Já que todos sabemos que é assim, por que não utilizarmos disso a nosso favor?

Vejo um enorme mercado publicitário a ser explorado por esses meios e novas plataformas. Quem mostrou isso com maestria foi o portal Terra, durante os jogos olímpicos de Pequim, com uma audiência com picos de 1,2 milhão de usuários assistindo aos jogos. Essa foi a primeira transmissão olímpica ao vivo no mundo on-line, fato que deu ao portal recorde de audiência. Foram 15 milhões de vídeos assistidos, sendo que 30% do conteúdo foi transmitido ao vivo, incluindo a abertura dos jogos. Todas as cotas de patrocínio do portal foram vendidas (fonte: http://www.adnews.com.br/internet.php?id=75343).

Mas o mais importante não é apenas oferecer conteúdo, e, sim, oferecer a possibilidade aos usuários para que criem, interajam e divulguem esse conteúdo.

A TV Globo, a partir desse ano, passa a oferece uma gama maior de conteúdo on-line, incluindo eventos ao vivo, a partir da transmissão para novas plataformas de mídia, que se tornou possível com o advento da televisão digital. Um exemplo foi a transmissão da segunda etapa da Stock Car 2009, que aconteceu no dia 12 de abril e foi transmitida ao vivo pelo Globoesporte.com. O Fantástico anunciou, no último dia 18/4, ao vivo, sua entrada no Twitter @showdavida. Agora a promessa é que, a partir dos próximos meses, a emissora comece a oferecer sua programação em telefones celulares, ônibus, metrôs, trens e táxis.

Aliás, o advento do Fantástico nessa ferramenta de micro-blogging causou o maior rebuliço entre os twitteiros, blogueiros e outros "eiros" de plantão. Muitos consideraram um fracasso o perfil ter apenas cerca de 4.000 seguidores no dia seguinte, devido à audiência do programa na TV. Eu já prefiro ver o lado positivo disso: "Os veículos de massa estão abrindo os olhos para o comportamento de seus clientes". Se o perfil terá sucesso ou fracassará, só o tempo vai nos mostrar. Na verdade, definir o fracasso e o sucesso de uma ferramenta, também é algo bem complexo que vale até um outro artigo. Vejo que o Fantástico deve ter a preocupação de ouvir os usuários e deixar que eles participem da criação do conteúdo do programa. Caso contrário...

Os apresentadores do programa CQC (Custe o Que Custar) da Band são exímios usuários da social media. Com destaque para Marcelo Tas @marcelotas, o grande "seguido" do Twitter brasileiro, com cerca de 37 mil "followers_profile". Todas as segundas-feiras, dia de exibição do programa, eles divulgam o roteiro on-line, permitindo que os telespectadores ajudem a fazer o programa, interagindo o tempo todo com sugestões, pitacos e tudo o mais. Com isso, é inegável o sucesso do programa entre jovens e usuários da internet.

Penso que não adianta adaptar o conteúdo da TV, jornal, revista e rádio para as novas plataformas. É preciso criar novos formatos.

Não tenho nenhuma dúvida que a internet, e principalmente a publicidade, pode se beneficiar e muito com a entrada dessas gigantes das telecomunicações. As oportunidades são infinitas. Quem ganha com isso? Todos.

Espero que 2009 seja um divisor de águas na mídia brasileira. Mídias tradicionais: sejam todas muito bem-vindas.

Se tiver dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kadu@perdidosnanight.com.br

E como eu não posso ficar de fora...

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Até a próxima!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Redes Sociais - Vale a pena profissionalizar a criação de conteúdo?


Ilustração: M Ramires.

Nas últimas semanas tenho visto muitas informações sobre celebridades que postam compulsivamente no Twitter, Facebook, MySpace, Orkut, blogs e em tudo quanto é rede social. O mais recente acontecimento foi o pivô do Phoenix Suns, Shaquille O'Neal, que, em provocação ao também jogador da NBA, Charlie Villanueva, do Milwaukee Bucks, postou no Twitter durante o intervalo da partida.

Porém, a notícia que mais me chamou a atenção foi a da cantora Britney Spears, que anunciou que está em busca de um assessor para cuidar de seu Facebook e suas outras redes sociais. Isso me fez questionar sobre o sucesso do Twitter. No meu modo de ver a Social Media, acredito que o relacionamento criado entre fãs e artistas é o grande sucesso para utilização dessa ferramenta. Qual a forma mais fácil de relacionar-se com seu cantor favorito, inclusive opinar sobre a capa e a música de trabalho do próximo disco, do que as redes sociais? De que outra forma temos tanta liberdade? De que outra forma somos ouvidos por eles? Esse relacionamento outrora era praticamente impossível. Está aí a grande magia desse tipo de mídia.

Aí você descobre que, na verdade, quem cria todo o conteúdo, como frases, comidas preferidas, filmes indicados, entre outros, é um assessor, um especialista em mídia social. Sabe aquele seu artista favorito que respondeu seu post no blog? Na verdade foi um gerador profissional de conteúdos, uma espécie de "guru digital". Qual sua reação?

Concordo que muitos fãs não estão nem um pouco preocupados com quem postou determinado conteúdo. O importante é estar ligado a tudo o que diz respeito às celebridades momentâneas, mesmo que isso não agregue valor algum. Provavelmente esses fãs, daqui a alguns meses, já vão ter esquecido aquela celebridade e estarão curtindo alguma outra "pseudo-celebridade". Porém, existem muitos outros que realmente se importam com o que pensam, como agem e quais os valores de determinado artista. Esses certamente perdurarão por muito mais tempo, e não sei se sentiriam a vontade em se relacionar com o assessor on-line de sua banda predileta. Talvez nem mesmo esse assessor que posta frases nitidamente bem estruturadas (algumas das principais celebridades do momento não seriam capazes) conhece seu cliente a ponto de escrever sobre sua vida, opiniões, gostos e outros.

Essa alternativa pode criar uma barreira entre seguido e seguidores e, em curto prazo, ser um tiro no pé pois, ao quebrar o relacionamento direto, criando um intermediador, voltamos às épocas em que os artistas eram quase inalcançáveis, sendo nosso contato mais próximo em um show, perdendo-se a magia da rede social. Por que eu postaria algo ao meu cineasta predileto se ele nem mesmo vai ler minha mensagem?

Muitos especialistas aprovam esse tipo de assessoria. Sua defesa: "Se até as grandes empresas precisam de especialistas em redes sociais on-line para gerenciamento de suas imagens, por que os artistas não podem usufruir a mesma tática?". Em partes eles estão certos, pois, vejamos o exemplo da campanha presidencial de Barak Obama (para mim, uma das mais brilhantes estratégias on-line). Seus assessores fizeram um trabalho perfeito, e para seus following esse contato já foi suficiente para criar um relacionamento. Eles se encarregavam de dar continuidade, todos se sentiam parte do trabalho, todos eram assessores.

Não vejo problemas na utilização de assessores quando o assunto é relacionamento com a marca. Pelo contrário, acredito que essa seja a melhor alternativa, pois nenhum CEO de uma grande marca vai atualizar o blog da empresa ou então responder a todos os comentários dos clientes, muito menos gerenciar uma rede social. Nesse caso, um "guru on-line", que entenda da marca e do consumidor da marca, dá conta do recado.

A cada dia, num ritmo frenético, novas ferramentas e novas formas de relacionamento são inventadas. É aguardar e acompanhar tudo bem de perto para ver como o mercado e, principalmente, os internautas reagirão. É a magia das redes sociais colocada a prova.

Se tiver dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kadu@perdidosnanight.com.br

E como eu não posso ficar de fora...

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Até a próxima!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Marketing Digital e Publicidade on-line: Dicas de livros, sites e blogs.

Conforme os artigos sobre o tema ?Desenvolvendo uma Campanha on-line? eram postados, muitos amigos leitores me escreveram pedindo referências sobre livros e sites que pudessem ajudá-los a entender melhor e se aprofundar em Marketing Digital e Publicidade on-line.
Atendendo esses pedidos fiz uma pequena coletânea que poderá introduzi-los e aprofundá-los no assunto.

Lembrando que são livros e sites que eu mesmo considero interessantes, sem nenhuma ligação com qualquer autor ou editora.

Em todos os exemplos de livros, coloquei os dados técnicos e uma sinopse sobre os mesmo. Já nos sites coloquei uma sinopse e os links.

"GOOGLE MARKETING - O Guia Definitivo do Marketing Digital"

Livro: Google MarketingLivro: Google Marketing

O livro Google Marketing é uma excelente opção para quem buscar entender o marketing digital e suas aplicações, de forma clara e objetiva.

O livro trata de assuntos como propaganda georreferenciada, publicidade em blogs, como e por que ficar na primeira página do Google, como usar a web 2.0 como forma de se relacionar com o seu público-alvo, como planejar e desenvolver uma campanha de Marketing Viral eficiente, como mensurar o ROI de ações de marketing digital e outros assuntos de extrema importância para quem quer dominar e conquistar market-share neste novo mundo digital. Além disse o autor apresenta diversos cases brasileiros.

Autor: Conrado Adolfo Vaz

Formato: 17 x 24

Páginas: 480

Ano: 2008

"A BUSCA - Como o Google e seus competidores reinventaram os negócios e estão transformando nossas vidas"

Livro: A BuscaLivro: A Busca

A ascensão do Google é uma das mais interessantes histórias de nosso tempo. O Google bateu concorrentes como o Yahoo e o Altavista, revelou um novo conceito de busca. Diversas esferas da vida social sentiram o impacto do Google - os mundos da tecnologia, do marketing, finanças, comunicações, cultura, relacionamentos, ou seja, quase todos os campos do interesse humano. Nesse livro, John Battelle, jornalista do Vale do Silício, utiliza o conteúdo obtido em mais de 350 entrevistas com executivos das principais empresas de busca na Internet - Google, Microsoft, Yahoo, entre outras, para explorar o funcionamento dos mecanismos de busca e seu impacto cultural; todos os dias bilhões de buscas revelam desejos, temores e obsessões da humanidade, configurando aquilo que Battelle chama de Base de Dados de Intenções. Sites de Busca é leitura indispensável para quem deseja descobrir como o Google chegou ao sucesso e os significados desse sucesso na vida de todos nós.

Autor: John Battelle

Idioma: português

Acabamento: Brochura

Edição:

Ano de publicação: 2005

Número de Páginas: 320

"BRASIL: Showcase de competência em e- busness"

Licro: Brasil: ShowcaseLivro: Brasil: Showcase

Este livro retrata o desenvolvimento e implementação de projetos e-Business no Brasil. A obra relata como empresas nacionais e estrangeiras, localizadas em solo brasileiro, lidam com o crescimento desta tecnologia. Composto por 18 entrevistas que contam como grandes empresas vêm derrubando barreiras econômicas, culturais e transformando as estratégias de negócios eletrônicos em resultados tangíveis, a obra mostra, como as companhias adaptaram-se às exigências do mercado nacional e internacional O livro é essencial às disciplinas de gestão de toda a cadeia de valores, incluindo relações com fornecedores, excelência operacional e gestão de canais, logística, de clientes e consumidores. "Brasil; Showcase de competência em e-business" revela, entre outros dados, que - A Petrobras, atualmente, transaciona eletronicamente mais de 90% de seu faturamento; A International Engines reduziu seu capital de giro gerenciando seu estoque de maneira inteligente junto aos seus fornecedores; A Rio Grande Energia (RGE), por meio de um marketplace obteve economia nas negociações e diminuiu o tempo do processo de compras; A CSN, gerou sólidos resultados nas compras, vendas e na consolidação da cultura organizacional; O Detran, com o "Sistema de Autenticação Digital de Documentos", triplicou sua arrecadação; O Banco Central, por meio do "Sistema de Pagamentos Brasileiro", possibilitou a implantação do TED (Transferência Eletrônica Disponível) integrada a toda rede bancária; A GOL, revolucionou o negócio de transporte aéreo no País, vendendo 70% de suas passagens via Internet. O leitor encontra também os seguintes cases - BM&F - Implantação da Clearing de Câmbio; KSR - KSRonline; Panarello - Portal do Segmento Farmacêutico; Bovespa (Home Broker e Bolsa de Valores Sociais); General Motors (e-Commerce General Motors e Meu Chevrolet) e McDonald?s (McInternet, McEntrega, McTroco).

Autor: Organização Richard Lowenthal

Idioma: português

Acabamento: Brochura

Edição:

Ano: 2004

Número de Páginas: 262

"AMAZON.com"

Livro: Amazon.comLivro: Amazon.com

Este é um relato revelador e não-autorizado da impressionante ascenção da Amazon, a maior livraria virtual do mundo. Robert Spector, jornalista e autor de best-sellers, nos oferece a verdadeira história dos bastidores da criação de empresas, de seu tumultuado presente e de seu futuro incerto. Em conversa com amigos, confidentes, ex-funcionários, rivais, executivos de editoras, analistas da bolsa e capitalistas de risco, Spector vai além da "história oficial" - as declarações loquazes e pasteurizadas que Jeffrey Bezos, dono da amazon, faz à imprensa - e apresenta detalhes inéditos dos fatos reais do início da empresa, das inovações, dos métodos e das estratégias da adminsitração e sua visão de futuro.

Autor: Robert Spector

Editora: CAMPUS

Ano: 2000

Número de Páginas: 234

Acabamento: Brochura

"A CAUDA LONGA: do mercado de massa para o mercado de nicho"

Livro: A cauda longaLivro: A cauda longa

Chris Anderson, editor chefe da revista 'Wired', explorou pela primeira vez o fenômeno da 'cauda longa' em um artigo que se tornou um dos mais influentes ensaios sobre negócios de nosso tempo. Usando o mundo dos filmes, dos livros e da música, mostra que a Internet deu origem a um novo universo, no qual a receita total de diversos produtos de nicho, com baixo volume de vendas, é igual à receita total de poucos produtos de grande sucesso. Por isso cunhou o termo 'cauda longa' para descrever essa situação, o qual tem sido usado pela alta gerência das empresas e pelos meios de comunicação no mundo todo. Nesse livro, Anderson mostra como chegamos a esse ponto e revela as enormes oportunidades que se originam desse fato, vislumbrando um futuro que está presente.

Autor: Chris Anderson

Idioma: português

Acabamento: Brochura

Tamanho: 16 x 23 cm

Edição:

Ano: 2006

Número de Páginas: 256

"ESTRATÉGIAS PARA A MÍDIA DIGITAL"

Livro: Estratégias para a mídia digitalLivro: Estratégias para a mídia digital

A mídia digital é um negócio viável e lucrativo? É possível integrar essa mídia no processo operacional rotineiro da empresa? Existem modelos específicos para a configuração estratégica no mundo digital? Como as grandes empresas e corporações da mídia se conduziram até o final de 2001? Essas e outras questões são respondidas neste livro.

Autor: Beth Saad

Editora: SENAC

Acabamento: Brochura

Idioma: Português

Origem: Nacional

Edição: 1

Número de Páginas: 293

Lançamento: 2003

"E-MARKETING: o marketing na internet com cases brasileiros"

Livro: e-marketingLivro: e-marketing

Dirigido a profissionais e estudiosos de marketing que buscam entender as mudanças causadas pela internet e seu impacto nas táticas promocionais, o objetivo deste livro é contribuir para a adaptação dos profissionais às exigências desse novo contexto virtual. O livro aborda os principais conceitos e estratégias de marketing, as responsabilidades dos profissionais dessa área e o impacto da internet no processo de venda de produtos e relacionamento com os clientes. O livro está dividido em quatro partes: 'Entendendo as mudanças e a nova realidade de negócios', 'Planejando seu negócio na internet', 'Comunicando na internet e criando um website' e 'Desenvolvendo negócios na internet'.

Autor: Tânia M. Vidigal Limeira

Editora: SARAIVA

Edição:

Ano: 2007

Numero de Páginas: 352

Formato: Brochura

Tamanho: 17.00 x 24.00 cm.

"E-MARKETING: para bens de consumo durável"

Livro: e-marketingLivro: e-marketing

Este livro oferece ao leitor, seja ele, estudante ou profissional, uma visão ampla e correta das empresas que atuam na chamada "nova economia". A Internet veio para ser utilizada pelas empresas como uma importante ferramenta de gestão empresarial, sendo muito útil na formulação de estratégias de concepção de produto, promoção, comercialização e, eventualmente, preço. Entretanto, jamais será suficiente para transformar uma idéia, por melhor que seja, num sucesso empresarial. A transação comercial poderá ser virtual , mas a empresa não. Esta deverá satisfazer a todas as condições impostas ao processo gerencial pelo mundo dos negócios. Este é um dos aspectos ressaltados no livro que destaca, também, a necessidade da adaptação dos fundamentos de marketing à realidade da Internet e a caracterização desta como instrumento do composto de marketing. Por último, são apresentados comentários sobre aspectos jurídicos do e-marketing.

Leia o livro também na net: E-MARKETING: para bens de consumo durável

Autor: Anapatrícia Morales Vilha & Carlos Alberto Di Agustini

Editora: FGV EDITORA

Idioma: Português

Origem: Nacional

Edição:

Número de páginas: 208

Lançamento: 2002

"MIRANDO RESULTADOS: uma metodologia para o planejamento e gestão de projetos e-business"

Livro: Mirando resultadosLivro: Mirando resultados

O livro aborda uma metodologia prática, já utilizada nos mais diversos projetos de e-Business, englobando todos os aspectos relevantes da montagem de uma estratégia Web, como, estruturar uma equipe de gerenciamento ideal, como encarar a tecnologia e integrá-la a uma boa comunicação, como driblar competições políticas internas e, principalmente, prever e calcular o retorno sobre o investimento (ROI). Esses são fatores bem pouco desenvolvidos. São estes os principais pontos que esta obra pretende solucionar.

Editora: Novatec

Autor: Ricardo Almeida & Marcelo Oliveira

Origem: Nacional

Ano: 2002

Edição: 1

Número de Páginas: 205

Acabamento: Brochura

SITES

Aqui segue algumas dicas de site:

Publiteca: O blog Publiteca traz um grande acervo de livros para download. É um espaço dedicado a compartilhar eBooks relacionados a publicidade, marketing, comunicação e internet, tudo sob licença Creative Commons, mantido por Javier Cerezo. O blog disponibiliza títulos em inglês e espanhol.

Brainstorm 9: O Brainstorm 9 apresenta diversos artigos sobre o mundo da publicidade e propaganda. Traz diversas campanhas on-line e of-line.

Portal da Propaganda (.com.br): Apresenta tudo que rola no mercado publicitário.

Portal da Propaganda (.com): Campanhas e cases dos principais anunciantes do mercado publicitário.

Grupo de Mídia de São Paulo: site do Grupo de Mídia de São Paulo. Traz diversas informações sobre mídia, como, matérias, cursos, dicas de livros, entre outros.

Clube de Criação de São Paulo: o site do Clube de Criação de São Paulo traz tudo que rola no mercado publicitário. Destaque para a seção que traz as novidades em campanhas das principais agências do Brasil e do mundo.[cor2][/cor2]

Mobile Pedia: pra quem que ficar por dentro do que está acontecendo no mundo do Mobile, o blog é um excelente canal. Traz as principais novidades em campanhas para marketing móvel.

PropMark: site da Editora Referância, editora da revista Propaganda, revista Marketing e do jornal PropMark.

Blue Bus: um dos mais antigos blogs de Publicidade e Propaganda apresenta diversas campanhas e notícias do meio publicitário.

Avesso: se você tem curiosidade de saber como são produzidos os comercias mais criativos, visite a página do Avesso. O site traz diversos making of.

Blog de Guerilha: se você gosta de ação de guerrilha, de emboscada, ARG, PR Stunt, etc, fique por dentro do que rola no blog.

Bom pessoal. Estão aí algumas dicas que podem ajudá-los a conhecer um pouco mais sobre publicidade on-line e o que está rolando no mercado. Esses são pequenos exemplos. Existem milhares de sites e blogs sobre o assunto e também alguns outros livros.

Fique a vontade para postar abaixo dicas de sites, livros, blogs, twitter e tudo o que achar interessante compartilhar com os leitores.

Conto com a ajuda de todos.

Se tiver dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kadu@perdidosnanight.com.br

Até a próxima!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Desenvolvendo uma campanha on-line - Apresentando os resultados

Nesse artigo postarei algumas dicas para a montagem da apresentação dos resultados da campanha ao cliente (os dados citados nesse artigo são meramente ilustrativos). Esta é uma etapa que diversas vezes é esquecida por agências e clientes: a apresentação dos resultados. Pode até ser feita a mensuração dos resultados, mas a apresentação desses dados ao cliente acaba não acontecendo.

Devemos tabular e apresentar os dados de forma clara e de maneira a facilitar a interpretação por parte do cliente. Existem alguns dados da mensuração que são de extrema importância para a agência, porém, para o cliente, não são tão importantes. Um exemplo: os horários de pico de acesso à página do anunciante às terças-feiras. Para o cliente, essa informação pode ser pouco significante, porém, para o planejamento de campanha, essa informação é imprescindível. Aí vem a pergunta: o que mostrar ao cliente?

O que o cliente precisa saber?

Assim como citei no artigo "Apresentando o Plano de Mídia", na apresentação do ROI, Simplicidade = Entendimento. Devemos mostrar o que deu certo, o que deu errado, porque deu certo e porque deu errado e qual o ROI.

Apresentando ao Cliente

Abaixo segue um modelo de apresentação de ROI, baseado num cliente fictício. Vamos chamá-lo de BoxCel, uma loja virtual de venda de celulares. É um modelo simples, mas que pode servir como base para diversas mensurações.






















































Aqui podemos verificar que o Terra teve um maior volume de impressões, 33,78%, porém o maior CTR foi conseguido no site Guia da Semana, com 56,67%.




















Aqui podemos notar a relação entre os sites e as seções dentro deles em que nossas peças foram veiculadas.




















Nesse gráfico podemos analisar a Cobertura, a quantidade de Unique Browser e a Freqüência conseguida em cada veículo.




















Esse gráfico mostra a porcentagem de impressão de cada peça da campanha e o CTR que cada uma gerou. Destaque para box (180 x 150) que obteve um alto Click-Thru, com 1,82%



















Aqui o gráfico aponta os resultados da peça pelo período de veiculação. Nota-se que no dia 01/10 tivemos o maior volume de impressões/dia e também a maior quantidade de cliques. Já o maior CTR foi no dia 02/10.




















Aqui um breve resumo sobre os resultados gerais da campanha.





















Podemos analisar, através desse modelo de ciclo de mídia, a eficiência de cada etapa.



















O Mapa de calor é utilizado para mostramos ao cliente quais áreas do site dele estão sendo mais e menos acessadas. Essa informação pode interferir em todo o andamento/resultado da campanha, já que pode analisar em tempo real se os objetivos estão ou não sendo alcançados.

Se o objetivo da campanha for gerar cadastro, então os resultados são muito bons, pois cerca de 25% das pessoas que acessaram o site foram até a página de cadastro, e 77% das pessoas que acessaram essa página concluíram o cadastro.

E se o objetivo for gerar experiência com a marca - através de downloads, no nosso caso -, a campanha deve ser reestruturada, já que apenas 35,7% dos usuários acessaram essa página.

Não existe um percentual ideal. No exemplo acima estipulamos as porcentagens de calor, moderada e frio. Você deve analisar seu plano e definir de acordo com seus objetivos.

Lembrando que cada campanha tem seus objetivos, táticas, metas etc.

A mensuração deve ser baseada em informações realmente relevantes para seu cliente e seus negócios.

Bom, pessoal, com mais esse artigo finalizo a série "Desenvolvendo uma campanha on-line". Espero ter ajudado vocês a compreender o desenvolvimento e andamento de uma campanha na web. Se alguém ficou com alguma dúvida ou gostaria de mais informações, pode entrar em contato por e-mail ou postar aqui.

Alguns leitores me pediram por e-mail dicas de livros e links para se aprofundar mais no assunto. Nos próximos artigos publicarei alguns e sempre que souber de novos, também postarei.

Se tiver dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kadu@perdidosnanight.com.br



quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Desenvolvendo uma campanha on-line - Execução / Controles

Após mapearmos o mercado, pesquisarmos, criarmos o plano de mídia, apresentá-lo ao cliente e receber a tão esperada aprovação, é hora de colocar nossa campanha no ar.

Adaptação das peças

Mesmo usando criação e programação únicas para nossas peças, cada veículo suporta "pesos" e dimensões diferentes de arquivo. Por isso é importante verificar com cada um o formato de finalização da peça.

Um erro ou acerto na adaptação da peça pode render/custar uma grande parte do sucesso da nossa campanha.

Como diz Igor Puga (talentoso diretor de mídia on-line da LewLara\TBWA): "Um banner na internet não consegue emocionar ninguém".

Confira os formatos e pesos das peças oferecidas por alguns grandes portais:

UOl - http://publicidade.uol.com.br/4.3.jhtm

IG - http://www.centraldoanunciante.com.br/

Globo.com - http://www.globo.com/Portal/anuncie/glb_anuncie_panfleto

Terra - http://publicidade.terra.com.br//

MSN - http://advertising.microsoft.com/brasil/anuncie

Google - http://www.google.com.br/intl/pt-BR/ads/

Yahoo - http://www.publicidadeyahoo.com.br/solucoes.php

Controle para entrada da campanha

Com as peças finalizadas, é hora de colocar a campanha no ar. O controle de entrada das peças é tão importante quanto o planejamento e a criação.

Deve-se programar detalhadamente essa etapa para que não ocorram problemas.

As peças devem entrar no ar exatamente no dia, horário, veículo e canal programado.

Deve-se enviar o arquivo, testar a peça no ar e certificar-se de seu funcionamento correto.

Veja no UOL alguns testes ou faça o seu (para fazer seu teste você deve ser usuário do UOL): Teste UOL

Gerenciamento da campanha

O gerenciamento da campanha é algo do qual não podemos abrir mão. Deve-se acompanhar periodicamente os resultados que a mesma está obtendo. Um acompanhamento direto pode levar a campanha ao sucesso, já a sua falta pode levar ao fracasso.

Através do gerenciamento é possível identificar os pontos fortes e fracos da campanha, onde acertamos e onde erramos. Dessa forma, é possível adaptá-la e potencializar seu resultado.

  • Adserver para Anunciantes:

Uma ferramenta muito útil é o Adserver. Através dele é possível acompanhar a performance da campanha por meio de relatórios on-line em tempo real. Ele nos mostra resultados detalhados de cada peça em cada canal. Como os relatórios são gerados em tempo real, é possível acompanhar cada passo dos usuários em nossa campanha, assim como prever o resultado final antes mesmo de chegarmos a 50% da campanha.

Um exemplo claro dessa necessidade são os links patrocinados. Com essa identificação é possível recuar ou ser mais agressivo na campanha em determinadas horas do dia, determinados produtos ou em determinados canais.

Imagine que um determinado produto de nutrição alimentar tem o maior índice de busca e a maior taxa de conversão em vendas no período entre as 22h e as 0h. Dessa forma podemos focar nossa campanha nesse horário, aumentando o valor pago pelo clique, conseqüentemente colocando-o em melhores posições, e ter um maior ROI (Retorno Sobre Investimento).

Exemplo de relatório Adserver (Site x Seções) para anunciante.
Exemplo de relatório Adserver (Site x Seções) para anunciante.

Exemplo de relatório Adserver (cobertura e frequência) para anunciante.
Exemplo de relatório Adserver (cobertura e frequência) para anunciante.

Exemplo de relatório Adserver (impressões / clicks) para anunciante.

Exemplo de relatório Adserver (impressões / clicks) para anunciante.

  • Adserver para Veículos:

O Adsever para veículos mostra o inventário do site, o controle de freqüência da campanha, acompanhamento on-line da campanha e entrega de mídia. Também permite contabilizar os valores investidos, como porcentagem CTR, impressões, CPC, etc.

Exemplo de relatório de Adserver de veículo
Exemplo de relatório de Adserver de veículo

Para qualquer site que tenha aspiração em vender mídia on-line é indispensável ter uma ferramenta como essa. Como já disse em um artigo anterior, hoje é possível acompanhar onde cada centavo foi gasto e qual o retorno obtido pelo anunciante.

Uma empresa que oferece serviços completos de Adserver é a Predicta.

Muito bem. Espero ter ajudado em mais esse artigo. No próximo escreverei sobre a Mensuração dos Resultados. Se tiver dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kadu@perdidosnanight.com.br

Até a próxima!

Desenvolvendo uma campanha on-line - Apresentando o Plano de Mídia

Primeiramente vamos definir Plano de Mídia:

"Técnica publicitária que estuda e indica os melhores meios, veículos, volumes, formatos e posições para veicular as mensagens publicitárias."

Criado nosso planejamento de campanha, estabelecidos os objetivos, as estratégias e táticas, é hora de preparar a apresentação ao cliente.

Essa parece ser uma missão fácil por termos o plano todo desenhado, porém requer cuidados em sua execução.

Devemos pensar como o cliente e apresentar-lhe o planejamento de maneira a não restar dúvidas sobre o andamento da campanha, seus objetivos, estratégias, táticas, execução, controles e mensuração dos resultados. O menor sinal de dúvida pode colocar por água abaixo uma bela campanha.

O cliente, detentor da verba, quer potencializar ao máximo seu investimento, ou seja, ter o maior lucro possível com o menor dispêndio possível. Como convencê-lo a investir em uma campanha on-line?

Simplicidade = Entendimento!

Imagine um anunciante que nunca investiu um centavo sequer em internet escutando do atendimento: esse portal tem um grande inventário, com uma porcentagem de CTR de tanto, com milhões de pageviews/mês, sendo uma porcentagem X de unique visitors e Y em unique viewers. É possível comprarmos impressões, broadcast e cliques. O portal também nos oferece um Adserver completo.

Com tanta utilização de termos técnicos em inglês a tendência desse anunciante não entender nada é grande, daí para a desconfiança é um pulo. Para os anunciantes é muito mais simples entender a audiência de um determinado programa ou a tiragem de uma determinada revista, devido à facilidade da apresentação desses números.

Como apresentar?

Devemos apresentar com clareza cada item do plano e os porquês da utilização dessas escolhas. Para que o resultado seja o esperado, é essencial que o cliente saiba exatamente o que está acontecendo e onde cada centavo de sua verba está sendo investido.

Temos que mostrar de onde partiremos e aonde queremos chegar. Mostrar ao cliente os benefícios de se investir na web, principalmente pela possibilidade real de mensuração do investimento. É o primeiro passo para a aprovação do plano de mídia.

Utilizar campanhas já executadas e de sucesso também é uma ótima ferramenta de convencimento. Relatórios completos e de fácil análise podem auxiliar o entendimento das ferramentas. Mostre-os etapa por etapa.

Quanto mais fácil for para o cliente entender o plano, melhor. Por isso, utilize todos os recursos disponíveis para apresentá-lo, como datashow, apresentação em Power Point, ferramentas multimídia, planilhas, gráficos, etc.

Todos devem fazer campanhas on-line?

Não se deve anunciar na internet simplesmente porque todos o fazem, ou para não ficar de fora da moda. Assim como outras mídias, a campanha on-line só deve ser realizada se for realmente importante para a empresa.

O ideal é que haja uma comunicação 360 (campanhas integradas), ou seja, com mídia on e off-line interagindo entre si. Dessa forma potencializamos a campanha e nossos objetivos são alcançados de forma mais natural.

Muito bem. Apresentado e aprovado o Plano de Mídia, é hora de executar nossa campanha.

Espero ter ajudado em mais esse artigo. No próximo escreverei sobre a Execução / Controle do Plano de Mídia. Se tiver dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kaduperdidosnanight.com.br

Até a próxima.

Desenvolvendo uma Campanha On Line - Planejamento

Nesse artigo abordarei questões simples sobre como montar o planejamento estratégico de nossa campanha on-line. Como o assunto é bem complexo e extenso, tentarei ser o mais objetivo possível.

Ciclo de Mídia On-Line

No planejamento devemos criar um ciclo de mídia on-line para acompanhamento da campanha.

Gráfico: Ciclo de Mídia On Line
Gráfico: Ciclo de Mídia On Line

Através do ciclo de mídia iremos planejar a campanha, implementá-la, acompanhar seu desempenho e otimizar os resultados. Ao menor sinal de que as coisas não andam bem, pode-se reiniciar o ciclo com as modificações necessárias para alcançar os objetivos.

Objetivos

O primeiro passo para o planejamento é definirmos o objetivo da nossa campanha.

Qual a importância de traçarmos um objetivo?

O termo "objetivo" diz respeito a um fim que se quer atingir; é através dele que definiremos o que pretendemos com nossa campanha on-line. Também é através dos objetivos traçados que podemos mensurar a campanha em seu decorrer e ao seu término.

Qual é o objetivo da minha campanha on-line?

Abaixo estão apresentadas algumas opções de objetivos:

Cobertura da Campanha: utilizamos a cobertura para determinar em quais áreas geográficas nossa campanha deve ser veiculada. A internet permite o pequeno anunciante estar em qualquer lugar do Brasil, não ficando preso à sua região. A cobertura deve ser minuciosamente analisada, pois em nada adianta uma concessionária de veículos de Sorocaba-SP veicular seu banner em um portal direcionado a Manaus-AM. A empresa deve voltar seus esforços à sua área de cobertura.

Geração de Tráfego: quando o objetivo da campanha é gerar tráfego ao site do produto/serviço ou da própria campanha. A peça deve levar o usuário diretamente ao site da marca. É de extrema importância que o site esteja preparado para receber essas visitas. Quando você anuncia um produto/serviço X em um banner de um portal, ele deve ser a primeira página que o usuário verá em sua home. Não podemos levar o usuário até nosso site e fazer com que fique procurando o que viu no anúncio. Essa procura, principalmente quando não se encontra o que quer, gera uma experiência frustrada e uma imagem negativa do produto. A otimização do site é importantíssima quando esse é o objetivo da campanha.

Aquisição de Novos Cadastros: essa prática é utilizada para formação e segmentação de banco de dados para posterior CRM. É muito comum a utilização dessa tática em promoções, onde o usuário preenche um cadastro e, de quebra, autoriza o recebimento de e-mail marketing, fazendo assim o opt-in (http://pt.wikipedia.org/wiki/Opt-in) e o marketing de permissão. Através desses cadastros é possível conhecer melhor nosso target, manter um relacionamento com ele e direcionar nossas ações às suas necessidades e desejos.

Vendas: talvez a mais comum da internet. O objetivo é pura e simplesmente promover a venda de um produto/serviço. O e-commerce está presente nos grandes portais. Cerca de 70% do espaço publicitário na web é calhau (todo material usado para cobrir espaços em branco que não foram ocupados com material editorial, material publicitário ou anúncio). Grande parte do calhau é usada como e-commerce e canais de venda off-line.

Downloads/Uploads: quando o objetivo é fazer com que o usuário baixe conteúdo do nosso site ou envie conteúdo pra ele, gerando assim uma maior interação entre o usuário e a marca, além de mídia espontânea. Toda vez que o usuário interage de forma direta com a marca, isso gera uma experiência positiva. Um exemplo recente é a campanha da Brahma, na qual o usuário pode colocar sua foto em um personagem para formação da garrafa em comemoração aos 120 anos da marca. Essa garrafa virtual será formada por 120 mil personagens. Em menos de 10 dias no ar a garrafa virtual já tinha cerca de 70 mil usuários. Ou seja, 70 mil pessoas interagindo com a marca e quase sempre divulgando isso a outras pessoas. http://www.brahma.com.br/site2008/index.aspx

Estratégias

Após definirmos os objetivos, traçaremos as estratégias a serem utilizadas.

Qual formato de mídia utilizaremos?

Diversos formatos de mídia são utilizados na web, e a cada dia novos são oferecidos. Nessa avalanche de oportunidades, qual devemos utilizar?

Para escolher o que usar, é importante saber o que podemos comprar.

  • Impressões (CPM - custo por mil)
  • Clicks
  • Broadcast (p/ horário)
  • Diárias de formatos especiais
  • Links patrocinados
  • Link de texto
  • Resultado (Performance).

Formatos:

Existem basicamente 4 classificações de mídia digital:

Formatos de Mídia On Line
Formatos de Mídia On Line

Como se diferenciar da concorrência:

Banners tradicionais

- Melhores para alcance em massa

- Posicionamentos mais fáceis e rápidos de serem implementados

- Podem ter um grande sucesso para criar conhecimento e gerar tráfego

Botões

- Bom para a marca se a mensagem é simples

- Pode chegar a entregar altos índices de click through caso posicionados em lugares fixos em um site

Palavras-chave

- Tráfego com uma audiência altamente qualificada

Links em texto

- Maneira eficiente de dirigir tráfego em massa

- Posicionamento integrado ao site

- Bom para mensagens randômicas

Execuções customizadas (rich media)

- Mostra inovação/expertise tecnológico

- Capta a atenção rapidamente; gera buzz

- Geralmente utilizado para demonstrar características ou captar dados

Patrocínios

Eventos únicos

- Oscars, Emmys

- Previews de lançamentos de filmes

- Webcasts

Eventos ao vivo

- Esportes

- Notícias

- Relatórios

Outros

- Serviços / utilidades populares

- Calculadoras, calendários de bebês ...

Tendo o objetivo e formato definidos, chegou a hora de encontrar o melhor canal.

Muito bem. Com o planejamento em mãos, é hora de apresentar o Plano de Mídia ao cliente.

Espero ter ajudado em mais esse artigo. No próximo escreverei sobre a Apresentação do Plano de Mídia. Se tiver dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kadu@perdidosnanight.com.br

Até a próxima.

Desenvolvendo uma campanha on-line - Pesquisa

A importância da pesquisa de dados numa campanha on-line.

Todos sabemos que não dá para investir um centavo sequer embasado apenas em achismos. Por menor que seja nosso investimento em web, é necessário conhecermos o mercado, nossos concorrentes, nosso target, enfim, realmente fazermos uma análise SWOT voltada à nossa campanha on-line.

A segmentação de consumidores em classe AB, 18 +, da cidade de São Paulo já não é suficiente para identificarmos nosso público-alvo. Hoje segmentamos de maneiras mais personalizadas com base em cada consumidor. O que ele deseja de minha marca/produto? Quais suas necessidades? O que ele quer ao entrar no meu site ou clicar no meu banner? Quais os porquês da compra ou da preferência por determinada marca? O que, quando, por que e de que forma cada usuário se comporta na internet?

Entender a internet é entender o próprio ser humano e seus desejos nessa era pós-moderna.

Fase 1 - Pesquisa pré-campanha

Temos que conhecer o perfil e o comportamento de cada usuário para podermos anunciar o que ele deseja no momento em que está mais propício à compra.

A pesquisa abaixo mostra um pouco disso:

Através desses dados podemos notar que buscadores e mídia gráfica on-line são responsáveis por 66% de influência de compra. Já os buscadores são responsáveis por 83% da encontrabilidade de sites na web.

Também é possível identificarmos quais palavras e produtos estão sendo mais buscados na web. O Google nos oferece variadas ferramentas, como o Google AdSense e Google AdWords, que nos permitem entender o que o usuário está buscando na internet, quais são as palavras-chave mais digitadas, os sites mais acessados, tendências de consumo, etc. Isso norteia nosso trabalho à medida que identificamos o que o usuário busca, assim podemos anunciar o que ele quer, onde ele está e da maneira que quer ver. Isso otimiza nossa campanha e o seu resultado.

Também existem pesquisas capazes de identificar, através de mapas de calor, as áreas de maior visualização em uma busca por determinadas palavras.

Veja os exemplos abaixo:

Mapa de calor GoogleMapa de calor Google

Mapa de Calor YahooMapa de Calor Yahoo

Você deve estar se perguntando: Por que isso é importante? A resposta é simples. Se soubermos para onde o usuário olha, saberemos onde devemos anunciar e estar. Não adianta ter uma arte maravilhosa com uma super produção se ninguém vê nosso anúncio.

Fase 2 - Com a campanha no ar

Já com sua campanha on-line no ar, qualquer que seja ela, é fundamental analisar como o target está reagindo. Essa análise depende dos objetivos da campanha. O usuário está clicando no meu banner? Está acessando meu site? Estamos convertendo essas visitas em vendas? Essas são apenas algumas perguntas que devemos nos fazer para que possamos mensurar os resultados, ainda que em andamento (veremos esse assunto no próximo artigo).

O Glooge Analytics é uma ferramenta gratuita que nos permite analisar cada passo do usuário em nossa campanha, como taxa de exibição e hit de uma página, localização geográfica do visitante, forma com a qual chegou à página (através de links de outros sites, buscador, AdSense ou diretamente pelo endereço), sistema operacional, navegador, navegador e sistema operacional combinados e suas versões, resolução de tela, javascript habilitado, reprodutor de Flash instalado, entre outros, em períodos horários, diários, semanais, mensais e anuais.

Através da análise constante da ação, é possível identificar os pontos a serem reforçados e os que necessitam de ajustes, otimizando, assim, a campanha.

Fase 3 - Após a campanha

Logo ao término da campanha, devemos pesquisar os resultados junto ao nosso público-alvo. O usuário entendeu a mensagem? O que ele achou da mesma? Despertou seu interesse? Passou a outros usuários? A internet nos permite medir com exatidão cada passo tomado durante a campanha. Isso diferencia a mídia on-line dos demais meios, onde a mensuração é mais difícil.

Devemos pensar nos "porquês" das respostas de nossas campanhas:

  • Onde acertamos?
  • Por que deu certo?
  • Onde erramos?
  • Por que deu errado?

Devemos ter atenção em todas as fases da campanha para obtermos os melhores resultados. Não basta termos um bom produto, é necessário analisar o mercado e acompanhar de perto a reação do consumidor com nosso produto e nossa campanha.

Isso nos permite ter uma base para os próximos investimentos e campanhas. A cada campanha podemos fazer um comparativo com as outras e medir o ciclo de vida, investimento e crescimento do produto.

Com esses dados em mãos, é hora do planejamento!

Espero ter ajudado em mais esse artigo. No próximo escreverei sobre o Planejamento de Campanha. Se tiver dúvidas, sugestões e críticas, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kadu@perdidosnanight.com.br

Até a próxima.

Desenvolvendo uma campanha on-line

Do planejamento à mensuração dos resultados

A partir desse artigo apresentarei o desenvolvimento de uma campanha publicitária em todas as suas fases. Dividirei o conteúdo em capítulos para poder apresentar-lhes um maior volume de dados e informações em cada um deles. Dessa forma, os artigos serão divididos assim:

  • Cenário
  • Pesquisa de Dados
  • Planejamento: Objetivos, Estratégias, Táticas.
  • Apresentação do Plano de Mídia
  • Execução / Controles
  • Mensuração dos Resultados - ROI, CTR, Unique Visitor, Impressões, Overview.
  • Apresentação dos Resultados

Cenário da Internet:

O Brasil é o 6.º maior mercado do mundo em internet, sendo o 1.º da América Latina, e tem hoje cerca de 50 milhões de usuários. Isso significa que cerca de 26% dos brasileiros estão conectados à rede. De 2000 a 2008 o Brasil teve um aumento de cerca de 900% nos usuários de internet (Fonte: Internet World Stats - www.internetworldstats.com). Qual outra mídia teve um crescimento parecido com esse?

Também somos o país com maior tempo de navegação, com 22h47, contra 20h12 dos franceses, 19h33 dos norte-americanos e 19h14 dos japoneses. Em termos de páginas navegadas, somos o 8.º país do mundo. (IBOPE - NielsenNetRatings - abr./08)
  • 32% dos usuários navegam todos os dias
  • 19% navegam todos os dias úteis
  • 12% navegam de 3 a 4 vezes por semana
  • 23% navegam 1 a 2 vezes por semana
  • 11% navegam menos de 1 vez por semana
  • 1% Não sabem / Não conectam

Estes dados sobre o tempo de navegação geram diversas discussões entre profissionais de mídia on-line. Uns alegam que o brasileiro navega durante tanto tempo por ter uma conexão muito ruim, o que eleva o tempo de navegação pela demora no carregamento das páginas. Outros não concordam com isso por alegarem que para acessar o MSN, Orkut e alguns portais de notícias (esses são os que têm maior tempo de permanência de usuários), não é necessário uma conexão tão veloz. E você, o que pensa disso? Vou deixar essa questão para um futuro artigo.

Celular

O celular está longe de ser apenas um aparelho para fazer e receber ligações. As modernas e atrativas campanhas publicitárias da indústria de telefonia celular alardeiam as inovações em diversas mídias, o tempo todo.

Uma pesquisa publicada pelo Nielsen Brasil, em agosto de 2008, mostra que 79,9% dos jovens (15-24 anos) mandam mensagens de texto; 72% dos homens e 28% das mulheres jogam pelo celular; 7% dos brasileiros utilizam a internet pelo celular, a maior parte (57%) o faz para acessar e-mails.

Classe C

Outro dado significativo para qualquer planejamento de mídia é o constante crescimento da classe C.

O número de pessoas com nível sócio-econômico médio passou de 37% em 2006 para 44% em 2007. Nos últimos dois anos, foram mais de 22,5 milhões de pessoas que ingressaram neste estrato social, o maior atualmente. Com isso, cresce o acesso a cartões de crédito, bens e serviços.

Em 2006, apenas 15% da população brasileira possuía este bem. No ano passado, este percentual passou para 23%. Também cresceram os percentuais da internet paga (4% para 6%) e TV por assinatura (4% para 6%).

Quem alavanca o consumo são os que acreditam no aumento do poder de compra. 87% usam o dinheiro disponível para pagar dívidas; 60% compram aparelhos eletrônicos, carros e celulares; 54% poupam e guardam o dinheiro; 50% compram produtos não usuais; 37% trocam as marcas por outras mais caras e 33% compram viagens, assinaturas de TV e acesso à internet. Entre os mais jovens, a propensão ao consumo é ainda maior. (Fonte: Nielsen Brasil)

Apenas com esses dados é possível se ter uma idéia do tamanho do mercado que temos pra explorar. Isso sem falar em games, iPhones, virais, etc. Portanto, concluímos que não podemos excluir as mídias on-line de nossos planejamentos.

Maiores informações, pesquisas e estatísticas podem ser encontradas no Nielsen (www.br.nielsen.com) e no IBOPE (www.ibope.com.br).

Quem tiver sugestões ou comentários, fique à vontade para postar ou enviar para meu e-mail: Kadu Lima - kadu@perdidosnanight.com.br

Até a próxima.

Buzz Marketing: é possível controlar?

O Buzz Marketing é utilizado por diversos profissionais de marketing em substituição à publicidade convencional e a cada dia ganha mais importância em seus planejamentos estratégicos.

O termo Buzz Marketing está associado a uma estratégia de marketing que visa estimular um individuo a repassar a outros, de seu âmbito social, determinadas informações sobre um produto, serviço, etc. Como os vírus reais, tais estratégias aproveitam o fenômeno da rápida multiplicação para levar uma mensagem a milhares e até milhões de pessoas.

Tem o mesmo conceito do Marketing Viral, que é rapidamente distribuído pela internet, porém, o Buzz tem a vantagem de ser difundido por qualquer meio, físico ou digital, como, um amigo contando a outro sobre seu novo celular com GPS, ou então a dona de casa comentando com a vizinha sobre o novo produto que tira qualquer tipo de mancha.

Atualmente, com o crescente fortalecimento dos meios de comunicação, essa prática alcança proporções gigantescas, com baixo investimento.

É praticamente o sonho de todo empresário. Lucros altos com investimentos baixíssimos. Aí vem uma pergunta: é possível controlar esse o Buzz em todas suas etapas?.

Muitos especialistas do setor afirmam que é possível controlar o início do processo, ou seja, quem, onde, quando, como e o porque se quer atingir determinado público. Porém quando a informação já está sendo pulverizada entre os consumidores, é possível apenas acompanhar o processo, sendo que em alguns casos é possível interferir no andamento desse buzz, mas não grande maioria não.

A estratégia de lançamento do Iphone é um exemplo claro de Buzz extremamente positivo à marca. Antes mesmo de chegar ao mercado, milhões de pessoas por todo o mundo já o tinham como número 1 em sua lista de desejos, mesmo que o sistema de telefonia móvel ainda não oferecesse suporte ao aparelho, inicialmente com uso restrito a usuários da ATT. A verba empregada pela Apple em publicidade para lançamento do Iphone foi muito baixa e o lucros extraordinários. A informação foi transmitida one-to-one e gerou buzz proposital por todo o mundo, para milhões, talvez bilhões de pessoas.

Mas e em casos onde o buzz é feito de forma negativa à marca?

Podemos ver como exemplo o caso do vídeo Gordos da DM9 para a Cia Atlética, em que foi produzido um vídeo com referência à lei Cidade Limpa, que proíbe a mídia exterior na cidade de São Paulo. Então pelo tamanho, pessoas obesas, com marcas estampadas na camisa poderiam ser consideradas esse tipo de mídia. Gravaram um vídeo, no estilo pegadinha, com dois atores se passando pela fiscalização da prefeitura dando multas para essas pessoas.

Muitas pessoas se sentiram ofendidas, e passaram a gerar um Buzz negativo à marca.

Em poucos dias a DM9 retirou o vídeo do ar e publicou uma nota em importantes veículos pedindo desculpas pelo mal entendido.

O início foi muito bem planejado, porém a empresa não imaginava que iria gerar um boca a boca negativo com tamanha proporção.

Entre os dois exemplos está o filme Tropa de Elite. Ainda se discute muito se foi uma jogada de marketing ou não o vazamento das cópias piratas do DVD do filme. Discussões a parte, gerou um enorme Buzz e transformou o filme em um fenômeno que a muito não se via no cinema nacional.

Então, mais uma vez volto a perguntar: é possível controlar o Buzz em todas suas etapas?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Em Breve

Em breve estarei postando aqui vários artigos sobre mídia. Todas as áreas de mídias on e of line serão abordadas (pelo menos é o que espero fazer rsrs).
Daí o nome MediaBox 360º.

Abraços a todos.